Muito rapidamente, um avô, o seu neto e um burro seguiam viagem e, cada vez que passavam por uma cidade diferente, mudavam a forma como viajavam, porque estavam sempre a ser criticados:
- numa cidade, foram criticados, porque o neto seguia em cima do burro, quando o velho fraco seguia a pé;
- noutra cidade, foram criticados, porque o avô seguia em cima do burro, quando a pobre e fraca criança seguia a pé;
- noutra cidade, foram criticados, porque tanto o avô como o neto seguiam em cima do burro, que coitado tinha que aguentar aquele peso todo;
- noutra cidade, foram criticados, porque o avô e o neto levavam o burro às costas, o que era um tremendo disparate;
- e noutra cidade, foram criticados, porque tanto o avô como o neto seguiam ao lado do burro, o que era um desperdício de transporte.
Depois de tudo isto, o avô já chateado, porque ia tentando agradar a todos, mas havia sempre alguém desagradado, disse para o neto: "o melhor é irmos como quisermos, porque, já tentámos de tudo, mas nunca vamos conseguir agradar a todos".
Para mim, esta história diz tudo. Se as nossas decisões estiverem sempre dependentes das dos outros, nunca seremos capazes de estar bem connosco próprios. Eu acredito que devemos ter em consideração as opiniões alheias, mas nunca permitir que elas se sobreponham ao que achamos e sentimos verdadeiramente. Porque, em último caso, um dia alguém nos vai pedir justificações e responsabilidades sobre o porquê de termos optado por determinado caminho ou termos tomado determinada decisão e nós vamos querer ser capazes de responder a isso, não é?
Um dos meus lemas de vida é ser fiel a mim mesma e aos meus princípios, porque sou eu que durmo na minha almofada e levo com a minha consciência.

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