sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Lema de Vida 3# Fazer o impossível


Quando andava na faculdade, fiz parte de uma Associação Internacional de Estudantes (AIESEC) e num dos seminários a que fui, uma frase que passou no ecrã do anfiteatro nunca mais me abandonou:

"Eles fizeram-no, porque não sabiam que era impossível"
(by Jean Cocteau)

Eu achei esta frase brilhante!! Quantas e quantas vezes nós não nos deixamos limitar por alguém que nos diz que algo é impossível de se fazer ou alcançar? E só porque esse alguém nos diz isso, nem se sequer perdemos (ou usamos) o nosso tempo a tentar?

Desde esse dia, um novo lema passou a fazer parte da minha vida. Se é para sonhar, que seja em grande. Por isso, sem tentar, nunca saberei se algo é verdadeiramente impossível ou não. Desde esse dia, nunca mais deixei que quem quer que fosse me fizesse desistir de fazer ou tentar algo, só "porque sim", porque era difícil ou mesmo impossível.

Se têm a mínima esperança, hipótese ou probabilidade de o fazer, não se deixem limitar pelos falsos impossíveis e sejam capazes de ir além do infinito, porque, quando se chega lá, a satisfação é ainda maior!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Quem disse que o egoísmo não é saudável?


Foi quando andava na faculdade, que uma aula de Macroeconomia mudou a minha perspectiva sobre o egoísmo e hoje, para mim, todos somos egoístas e isso não é necessariamente mau!

Senão vejamos, o ser egoísta, é ter o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar os seus interesses, opiniões, desejos ou necessidades em primeiro lugar, em detrimento (ou não) do ambiente e das demais pessoas com quem se relaciona (by wikipedia). Quando o slogan da Matinal diz que devemos gostar de nós primeiro, não se engana. De facto, colocarmos os nossos interesses acima dos demais é saudável, o que pode não ser saudável é o tipo de interesses de que estamos a falar.

Quero com isto dizer que, se o nosso interesse for ver os outros bem, nós ficamos bem, por fazermos bem aos outros e este é um egoísmo bom. Mas, se formos pequenos Hitler, cujo interesse é obter poder, nem que para isso "toda a gente" padeça, então esse egoísmo já é mau (sim, eu sei que este foi um exemplo extremo, mas vocês entendem o que quero dizer).

Eu acho sempre que se uma pessoa não faz mal aos outros, para fazer bem a si, então essa pessoa tem todo o direito de ser o quiser (homo, hetero, bi, o que quer que seja). Por isso, esqueçam os preconceitos e amem-se uns aos outros como a vocês mesmos (já dizia o nosso Senhor Jesus) e não tenham medo de se colocar em primeiro lugar! Porque, se não gostarmos de nós, quem gostará? :)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Vícios 1# Doces


O consumo excessivo de açúcar foi recentemente considerado  pela OMS uma droga e eu tenho uma confissão a fazer, eu sou uma doçólatra não anónima!

Bastante tempo antes desta consideração, eu comecei a perceber que eu não era apenas gulosa, à noite eu só conseguia pensar em comer algum doce, sentar-me no sofá dava-me fome instantânea e só de doces, de tal forma que, se eu não comesse, já não conseguia pensar em mais nada.

É duro minha gente, constatar que somos viciados e mais duro é lutar para combater esse vício.
Com diabetes gestacionais, não lutar contra isso não foi uma opção e docinhos nem vê-los, porque valores mais altos se alevantavam. Mas após o parto o vício não desapareceu e hoje a luta continua!

Tudo começou com um desemprego, que me deixou algo deprimida e me levou a comer, mesmo sem fome, era uma fome meramente psicológica vá. Resultado? Fiquei viciada em doces e a minha figura ganhou novas formas, mais redondas.

Vou fazer deste vício a minha resolução de 2017 (uma das). A todos os viciados como eu, saibam que é difícil, mas pela minha experiência de grávida diabética, é possível. O segredo é comer pouco, várias vezes ao dia e coisinhas saudáveis. Eu sinto-me confiante para descer dos meus atuais 82kg e espero que vocês também!!

Quando tiver novidades (boas!) eu aviso!

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Lema de Vida 2# Fazer o necessário

Quando era miúda, adorava ver os filmes da Disney e houve um que marcou para sempre a minha maneira de viver a vida.

No Mogli, o urso Balu canta a dada altura (versão brasileira, que era o que havia na altura):

"Eu faço o necessário, somente o necessário, porque o extraordinário é demais"

Ora esta musiquinha foi como que mágica para mim, porque me fez perceber que nós não devíamos fazer mais que o necessário, porque se é necessário basta, não faz sentido fazermos mais, preocuparmo-nos além do que é preciso, pois acaba por ser uma gasto de tempo, energia e outros recursos desnecessários e não me parece que isso nos conduza à felicidade.

Pelo menos é assim que eu vejo a minha vida. Quando é preciso eu ajo, mas não me peçam para me antecipar e fazer mais (só por precaução), porque a vida é curta e boa demais, para se perder com "extras"-ordinários!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Não contes que é pior!


Já deu para perceber que eu sou uma recente mãe!
Fiz um curso de preparação pré e pós parto (o que aconselho imenso!) e uma das coisas que me lembro do enfermeiro formador nos ter dito foi para não escutarmos as mães que nos querem contar as suas más experiências, porque isso só nos deixa mais ansiosas.

Para dizer a verdade, foram muito poucas as mães à minha volta com histórias difíceis para contar e, na altura, até concordei com o que o enfermeiro disse. Mas hoje, decorrente da minha experiência, tenho a dizer que percebo as mães que nos contam as suas experiências menos cor-de-rosa, porque hoje, contar a minha história, ajuda-me a ultrapassar esse momento que teve tanto de bom quanto de difícil, mas também serve para alertar as futuras mães de determinadas coisas que eu não sabia.

Às minhas amigas, futuras mães, eu digo sempre que 90% das mães que conheço tiveram bons partos e conto que a minha experiência foi mais difícil, mas que o caso delas pode correr sempre bem, porque cada caso é um caso.

No meu caso descobri que:

1) A dor da cesariana - Eu não posso dizer que tenha tido um parto complicado, pois as maiores dores que senti ocorreram no momento dos toques e devido à minha anatomia e ao facto de a minha filha não ter descido (tecnicamente falando, o cólo do útero estava muito "lá para cima"), o que acabou por levar a uma cesariana.
Confesso que isso me entristeceu (eu preferia que tivesse sido um parto natural), mas fui com calma para a operação, até porque com epidural não é suposto sentirmos nada. Mas isso era um MITO! No momento em que nos estão a tentar a criança do ventre, sente-se uma pressão, que parece uma dor, que não é bem dor, mas que parece que não vamos aguentar e foi horrível. Por isso, se ficarem acordadas numa cesariana, não estranhem que isto é normalíssimo de se sentir, segundo me disse a médica.

2) A depressão pós-parto - Dizem que na primeira semana pós-parto é normal estar-se mais deprimida, experienciar os chamados blues, mas atenção, se sentirem que continuam nesse estado, falem com o vosso médico, porque é sinal de depressão. Eu não quis aceitar que estava a cair numa, a médica inclusive aconselhou-me a tomar comprimidos e hoje, 3 meses depois do parto, ainda tenho algumas recaídas, de choros imensos e sem razão, de me sentir abatida. Já estou bem melhor e acho que vou recuperar, agora de forma rápida, mas podia ter evitado maus momentos, que também não beneficiam o casa. Por isso, se sentirem que estão mal, não tenham receio e aceitem a ajuda dos medicamentos!

3) O fecho da cicatriz - Infelizmente, fui vítima de neglicência, por parte das enfermeiras que me mudaram o penso da costura da cesariana. Para terem uma ideia, a minha cicatriz levou um mês e meio para fechar, porque me diziam que as minhas dores a andar (ou depois de andar um pouco, ir às compras, por exemplo) eram normais, porque a cicatriz ia fechar (mas nunca fechava), porque deitar líquido era normal. Até que um dia as dores eram tantas que já nem andar eu conseguia e foi nas urgências que o médico me disse que eu estava com uma infeção. Por isso queridas mães, se se encontrarem nesta situação, saibam que o normal é uma cicatriz de cesariana sarar em, mais ou menos, uma semana, se notarem qualquer dos sintomas que eu tive, confirmem com o vosso médico se não poderão ter uma infeção. E saibam que, nas urgências receitaram-me um medicamento que, por acaso, conseguiu combater a infeção e uma semana depois a minha costura tinha cicatrizado. Mas soube depois na minha médica que esse não era o medicamento mais indicado. Na verdade, nestas situações, devem fazer-nos uma recolha de líquido para identificarem a bactéria causadora da infeção e apenas após receitar o medicamento que a combata.

As más experiências podem causar medos e ansiedades, mas eu prefiro ver o copo meio cheio e pensar que também nos podem preparar melhor e ajudar-nos a reagir melhor, no caso de passarmos por situação semelhante.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Malditas insónias


A sério!!!
Eu já sofria pontualmente deste mal, mas desde que engravidei que as malditas insónias nunca mais me largaram...
É ver-me a tentar dormir e dar voltas e voltas na cama, super cansada, com a cabeça a mil, mas sem conseguir dormir...

É uma chatice, porque, se ainda estou de licença, não sei como vai ser quando voltar ao trabalho. É uma enorme canseira, mas a verdade é que é nesses momentos que tenho as mais brilhantes ideias da minha vida, que adianto almoços e jantares, que limpo a casa, que despejo o lixo, que passo a ferro...e tudo de madrugada. O pior é que, quando a filha acorda e o dia começa para ela, estou eu a cair para o lado.

Há mães por aí que tenham passado pelo mesmo?!
Pelo que li, é uma consequência normal da gravidez e pode manter-se no período pós-parto.

Deixo alguns links que podem ajudar a esclarecer:

- Como tratar a insónia comum da gravidez;
- Causas da insónia após o parto;
- O que fazer contra a insónia.

Lema de Vida 1# Ser fiel a mim


A propósito de não podermos agradar a todos, uma vez ofereceram um livrinho ao meu marido, que tinha uma história muito interessante. Provavelmente já ouviram falar da história do velho, do burro e da criança.

Muito rapidamente, um avô, o seu neto e um burro seguiam viagem e, cada vez que passavam por uma cidade diferente, mudavam a forma como viajavam, porque estavam sempre a ser criticados:
- numa cidade, foram criticados, porque o neto seguia em cima do burro, quando o velho fraco seguia a pé;
- noutra cidade, foram criticados, porque o avô seguia em cima do burro, quando a pobre e fraca criança seguia a pé;
- noutra cidade, foram criticados, porque tanto o avô como o neto seguiam em cima do burro, que coitado tinha que aguentar aquele peso todo;
- noutra cidade, foram criticados, porque o avô e o neto levavam o burro às costas, o que era um tremendo disparate;
- e noutra cidade, foram criticados, porque tanto o avô como o neto seguiam ao lado do burro, o que era um desperdício de transporte.

Depois de tudo isto, o avô já chateado, porque ia tentando agradar a todos, mas havia sempre alguém desagradado, disse para o neto: "o melhor é irmos como quisermos, porque, já tentámos de tudo, mas nunca vamos conseguir agradar a todos".

Para mim, esta história diz tudo. Se as nossas decisões estiverem sempre dependentes das dos outros, nunca seremos capazes de estar bem connosco próprios. Eu acredito que devemos ter em consideração as opiniões alheias, mas nunca permitir que elas se sobreponham ao que achamos e sentimos verdadeiramente. Porque, em último caso, um dia alguém nos vai pedir justificações e responsabilidades sobre o porquê de termos optado por determinado caminho ou termos tomado determinada decisão e nós vamos querer ser capazes de responder a isso, não é?

Um dos meus lemas de vida é ser fiel a mim mesma e aos meus princípios, porque sou eu que durmo na minha almofada e levo com a minha consciência.

Post Nº1


Boa noite/Bom dia,

Que nome é que eu haveria de dar a este post?
Será o primeiro, é o primeiro, e por isso achei que dizer o óbvio bastava.

Ora bem, tenho visto na blogosfera que no nosso primeiro post é suposto explicarmos o porquê e o objetivo do nosso blog. Então cá vai.

Na verdade, este não é o meu primeiro blog, muitos foram os que criei e que acabei por não lhes dar continuidade. Da minha observação, pude concluir que não resultaram porque eu não os escrevia por mim. Creio que sofro de uma das grandes feridas humanas, a aceitação, e sempre senti a necessidade de agradar os outros, até mais que a mim (e isto pode parecer bom, muitas vezes é, mas nem sempre é o mais saudável para mim) e creio que acabei por transformar os meus blogs em obrigações, mais do que verdadeiros reflexos meus. E quem é que gosta de obrigações?!
Daí a razão deste blog, espero que as minhas partilhas possam ajudar ou inspirar alguém, mas quero agora fazê-lo por mim, quero que o que eu escreva reflita apenas o que penso e sinto e não o que os outros podem sentir ou pensar.

É impossível agradar a todos, mas é sempre possível sermos fiéis a nós mesmos, por isso cá vai. Este é o meu blog por mim, onde falarei de tudo e nada, mas sobretudo, falarei por mim.

Sejam bem vindos!